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Estudos teóricos/ensaios

ANO XXVIII - NÚMERO 42 - 2026

Da indignação à ação interseccional: Construindo disciplina decolonial, anti-opressiva e emancipatória para graduação em musicoterapia

DOI
https://doi.org/10.51914/brjmt.42.2026.498
Enviado
10 fevereiro 2026
Publicado
29-07-2026

Resumo

Como o produto da dissertação para programa de Mestrado Profissional em Promoção da Saúde e Prevenção da Violência da Faculdade de Medicina da UFMG, apresentamos neste trabalho a construção de uma disciplina decolonial, antiopressiva e emancipatória para o curso de Musicoterapia da UFMG, como resposta à lacuna curricular sobre as discussões de raça, gênero e sexualidade. A proposta, intitulada “Prevenção e Enfrentamento às Violências, Promoção da Saúde e Práticas Emancipatórias em Musicoterapia”, estrutura-se em quatro caminhos temáticos: Interseccionalidades; Violências; Teorias Decoloniais e Emancipatórias e; Promoção da Saúde e Práticas Emancipatórias em Musicoterapia. Fundamentada em referenciais críticos, o objetivo é delinear uma disciplina que ofereça a estudantes ferramentas para uma atuação profissional que compreenda e enfrente as violências estruturais e institucionais a partir de uma perspectiva interseccional. Desenvolvendo consciência crítica e capacitando práticas de cuidado alinhadas à justiça social e aos direitos humanos, contribuindo para a transformação das realidades em que atuam. A iniciativa posiciona a formação em musicoterapia como um ato ético-político, engajado com as lutas sociais contemporâneas.

 

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