Esse artigo é o relato de uma experiência de articulação contínua entre dois dispositivos da universidade, ambos em relação direta com a graduação em musicoterapia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um sendo a oferta assistencial de atendimento a indígenas, uma atividade de campo da pesquisa das autoras, outro um evento de extensão que visa fazer continuidade entre as questões clínicas e o debate e divulgação científica tanto dos saberes originários, tradicionais ou periferizados, quanto do compartilhamento de conhecimentos ocidentais e com unitários. A experiência clínica baseia-se no Ambulatório Transcultural da referida universidade, e a experiência científica, política e social que é o evento de extensão Transfluências de Saberes liga-se ao mesmo ambulatório e é coordenada por uma das autoras do presente artigo e tem como membras as outras duas autoras. Buscou-se relatar a relação de contiguidade entre uma experiência e outra, entre a clínica e a política, entre a universidade e a sociedade, entre o singular e o coletivo, entre a retomada de identidade e a retomada de terra indígena, partindo de conceitos da psicanálise, da musicoterapia e mestres populares - interações possíveis entre o bem dizer, conceito lacaniano, e o bem viver indígena (e pela decoloniadade, contracolonialidade ou anticolonialidade).
<< < 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 > >>
Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.