Este artigo destaca a importância da musicoterapia ecológica no cenário das sonoridades sociais de coletivos que vivem em situação de múltiplas vulnerabilidades. A construção de sonosferas assume uma importância central nos processos de resistências e de emancipação que continuam marcando a experiência desses coletivos. A partir de uma abordagem exploratória às expressões sonoromusicais do coletivo Jongo da Serrinha, no Rio de Janeiro, propõe-se uma discussão preliminar de sonoridades que apropriam e recriam heranças de uma sabedoria ancestral forjada ao longo de lutas e resistências à escravatura e à persistência de formas de discriminação e exclusão.